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Trabalho escravo: Anamatra adere ao Movimento Ação Integrada

24 de janeiro de 2018 / 12:16

A Anamatra aderiu nesta terça (23/1), em solenidade ocorrida na Secretaria Nacional de Cidadania, em Brasília, ao Movimento Ação Integrada. A iniciativa  tem como objetivo fortalecer e apoiar a implementação de iniciativas locais e regionais de ação integrada que promovam a inclusão socioeconômica de resgatados e vulneráveis ao trabalho escravo, além de suas famílias e comunidades.

O Movimento nasceu em 2009 a partir de uma iniciativa realizada em Mato Grosso destinada à qualificação e reinserção profissional de resgatados e vulneráveis ao trabalho escravo. O êxito do então projeto promoveu a extensão da iniciativa para outros estados por meio da criação do Movimento Ação Integrada em 2012, posteriormente ampliado em 2014 e 2015.

 “A escravidão moderna é fruto da pobreza e da concentração de riqueza. A sociedade está dividida em castas, e os mais humildes sequer se reconhecem como cidadãos detentores de direitos. As formas atuais de exploração vão do trabalho em condições análogas à escravidão à prostituição infantil, não raramente por determinação dos próprios pais”, pontuou o diretor de Assuntos Legislativos da Anamatra, Paulo Boal, que representou a entidade no ato. “A pobreza epidêmica que vemos hoje é quase uma marca genética, em que os menos favorecidos não encontram mecanismos básicos de sobrevivência digna, sujeitando-se a uma situação jurídica absurda,  que é a possibilidade da reincidência exploratória”.

Nesse sentido, o diretor da Anamatra falou da importância do Movimento para a inserção dos egressos do trabalho escravo na condição de cidadania plena. “Precisamos que esse trabalhador se reconheça como um sujeito de direitos. Sem isso nós não progrediremos. É essa genética de pobreza que precisamos combater,” defendeu.

Na solenidade, que marcou o relançamento do Movimento, também aderiu à iniciativa a Defensoria Público que, assim como a Anamatra, une-se a parceiros como o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, o Ministério do Trabalho, o Ministério dos Direitos Humanos e o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinati).

(Fonte: Anamatra / Foto: Cristiano Eduardo/Sinait)