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Magistrados do Trabalho participam de debate interinstitucional sobre reinserção de detentos no mercado de trabalho

09 de agosto de 2018 / 19:20

Mais de 200 pessoas participaram na última sexta-feira (3/8) do evento “Diálogos sociais: o método APAC e o trabalho no estabelecimento prisional”, organizado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Estado do Paraná (GMF/TJPR) em parceria com a Escola Judicial do TRT da 9ª Região. O evento contou com  a presença da presidente da Amatra IX, Camila Gabriela Greber Caldas, e associados.

Na abertura do encontro, realizado no Auditório Pleno do TJPR, a desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, representando a presidência do TRT do Paraná, destacou que o Brasil é o terceiro país com mais presos no mundo ao falar sobre a superlotação das penitenciárias e da exclusão social que os detentos vivem. “Diante dessa realidade é incontestável o trabalho efetuado pelas APACs, pois o método se sustenta na confiança, na rígida disciplina e na participação da comunidade. Além disso, o número de egressos que voltam a praticar crimes após passarem pela metodologia APAC é baixíssimo, de apenas 8%”, disse.

O juiz titular da Vara do Trabalho de Ivaiporã, Cícero Ciro Simonini Júnior, compartilhou a sua experiência em cativar a comunidade local e construir um espaço para desenvolver as atividades da APAC na cidade. “Comecei sem dinheiro e apoio, logo a prefeitura municipal encampou a ideia e cedeu o terreno. Daí em diante, em março de 2017, iniciamos a reforma e hoje possuímos 42 vagas para reuperandos. A figura do juiz tem o poder de construir com o auxílio da comunidade.”

Para o magistrado, é necessário lançar um olhar sobre a questão do trabalho do preso.  “Podemos nos engajar nesta causa de muitas maneiras, uma delas é destinando a estas instituições multas decorrentes de Ações Civis Públicas, em parceria com o Ministério Público do Trabalho”, observou Cícero Ciro Simonini Júnior.

APAC – Instituída em 1974, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos, que tem como objetivo recuperar e reintegrar presos. Para isso, são apresentados aos detentos conceitos como responsabilidade, autovalorização, solidariedade e capacitação, sempre aliados à humanização do ambiente prisional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Fonte e fotos: Ascom TRT-PR/TJ-PR)