“Mulheres na Justiça” discute medidas para ampliar participação feminina no Judiciário

A diretora de Direitos Humanos, Cidadania e Assistência Social da Amatra IX, juíza Sandra Cristina Zanoni Cembraneli Correia, participou, nos dias 24 e 25 de setembro, da 4ª edição do evento “Mulheres na Justiça”, realizado na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.
Integrante da Comissão Anamatra Mulheres, a magistrada coordenou uma das oficinas do encontro, que abordou o tema “Carreira e identidade feminina no mundo pós-moderno”.
Também participaram do evento as associadas Márcia Frazão da Silva, juíza titular da 1ª Vara do Trabalho de Curitiba; Sandra Mara de Oliveira Dias, juíza titular da 3ª Vara do Trabalho de São José dos Pinhais; e a servidora Ana Marcia Nogueira, integrantes do Comitê Gestor Regional de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT-PR.

A iniciativa do CNJ reuniu especialistas em debates, painéis e oficinas voltados ao fortalecimento da Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. Os resultados das discussões integrarão a “Carta de Brasília pela Igualdade de Gênero no Poder Judiciário”.
Acesse AQUI os slides apresentados nos painéis e oficinas do Mulheres na Justiça 2025.
Listas de promoção
Na cerimônia de abertura, a conselheira Renata Gil, supervisora do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, anunciou que o CNJ encaminhará ofício a todos os tribunais do país solicitando informações sobre vacâncias previstas para os próximos 24 meses no 2º grau de jurisdição.
Serão requisitados ainda dados sobre o gênero dos magistrados que compõem as listas tríplices mistas nas promoções por merecimento, conforme previsto na Resolução CNJ nº 525/2023, que instituiu a política de alternância de gênero para preenchimento de vagas na segunda instância do Judiciário brasileiro.
Renata Gil também apresentou os avanços desde a implementação da resolução. Desde que entrou em vigor, 36 juízas foram promovidas por meio de listas exclusivas, conforme registrado no Portal do CNJ.
Cartilha da Anamatra
Entre os materiais distribuídos a um público de cerca de 300 participantes, destacou-se a Cartilha sobre Violência Doméstica, da Anamatra. O material foi concebido como instrumento de apoio e conscientização, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres no âmbito da Justiça do Trabalho e ampliar a compreensão sobre a violência doméstica no contexto institucional.
A publicação segue as diretrizes da Resolução 254/2018 e da Recomendação 102/2021 do CNJ, que estabelecem protocolos integrados de prevenção e segurança para o Poder Judiciário. Acesse aqui a publicação.



Fotos: CNJ