21 de agosto de 2026

Em Brasília, Amatra IX participa das reuniões estatutárias da AMB

A presidente da Amatra IX, Sandra Cembraneli Correia, participou, nesta semana, da terceira rodada de reuniões estatutárias de 2026 da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), realizada em Brasília. Também esteve presente o ex-presidente da entidade Felipe Calvet, atual vice-presidente da AMB.

Os encontros reuniram representantes das associações filiadas de todo o país para debater temas de interesse da magistratura brasileira e definir estratégias voltadas à valorização da carreira e à defesa dos interesses dos magistrados.

A programação teve início na segunda-feira (17/8), com a reunião do Conselho de Representantes (CR) da AMB, que reuniu representantes das associações filiadas à entidade. Entre os assuntos discutidos estiveram a defesa das prerrogativas, a política remuneratória, a reforma do Judiciário e pautas específicas dos diferentes segmentos da Justiça.

Ao longo dos encontros, também foram debatidas prioridades e ações para os próximos meses, reforçando a atuação conjunta entre a AMB e suas entidades filiadas em pautas relevantes para a magistratura brasileira.

Coordenadoria Trabalhista

Na terça-feira (18/8), a presidente da Amatra IX acompanhou a reunião conjunta das Coordenadorias da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal, voltada ao alinhamento de estratégias sobre temas de interesse comum aos dois segmentos da magistratura.

O encontro integrou a terceira rodada de reuniões das Coordenadorias e teve entre os principais pontos da pauta a Resolução Conjunta CNJ/CNMP sobre verbas salariais e indenizatórias, o pagamento e a homologação de passivos, o auxílio-saúde e os fundos especiais da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho.

Ao abrir os debates sobre as pautas comuns, o desembargador Frederico Mendes Júnior, presidente do Conselho Consultivo e ex-presidente da AMB, destacou a importância da atuação conjunta dos diferentes segmentos e da continuidade do trabalho institucional desenvolvido pela Associação.

“A construção desses resultados nunca foi individual. É um trabalho coletivo, com a participação da Justiça Estadual, da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho, cada uma contribuindo com sua experiência e sua capacidade de interlocução. Essa unidade é fundamental para que possamos avançar em soluções que atendam à magistratura como um todo”, afirmou.

Durante a reunião, o secretário-geral do Conselho da Justiça Federal (CJF), juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos, ressaltou a importância da unicidade da magistratura também no campo remuneratório e da construção de soluções capazes de reduzir as diferenças entre os diferentes ramos da Justiça.

“A magistratura é uma só e precisamos avançar cada vez mais na construção de um modelo que reflita essa unidade também no campo remuneratório. O fortalecimento dessa unicidade permite que os diferentes segmentos caminhem juntos na valorização da carreira”, afirmou Erivaldo Ribeiro dos Santos.

Auxílio-saúde

O auxílio-saúde ocupou parte importante das discussões. Os magistrados analisaram as diferenças entre os modelos adotados pelos tribunais e discutiram estratégias para ampliar a efetividade do benefício.

O coordenador da Justiça do Trabalho da AMB, Bruno Perusso, destacou os avanços alcançados com a separação dos orçamentos destinados à saúde de magistrados e servidores e ressaltou a necessidade de dar continuidade às tratativas para a ampliação do benefício.

“A separação dos orçamentos destinados à saúde de magistrados(as) e servidores(as) foi um passo importante. Agora precisamos avançar para que o benefício seja implementado de forma efetiva, observando o parâmetro estabelecido e construindo as condições orçamentárias necessárias para isso”, afirmou.

Durante o debate, representantes dos dois segmentos defenderam a troca de experiências entre a Justiça Federal e a Justiça do Trabalho como forma de subsidiar novas tratativas institucionais.

Passivos

Outro ponto central da reunião foi o acompanhamento dos passivos da magistratura. Os participantes discutiram o andamento dos procedimentos de reconhecimento, cálculo e homologação, além de estratégias para o levantamento das ações e a atuação junto à Advocacia-Geral da União (AGU).

Fundos especiais

Os fundos especiais da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho também integraram os debates. Os magistrados avaliaram as iniciativas legislativas em discussão e destacaram a importância desses instrumentos para a gestão das receitas próprias e o fortalecimento orçamentário dos dois segmentos.

A reunião também abordou a necessidade de acompanhamento das propostas em tramitação no Congresso Nacional e de articulação institucional em torno do tema.

Com informações e fotos Ascom AMB