Agosto Lilás: conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher

A sede do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) recebeu, no dia 17 de agosto, a palestra da major da Polícia Militar e coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha no Paraná, Carolina Pauleto Ferraz Zancan.
A atividade integrou a campanha Agosto Lilás, que neste ano ganha ainda mais significado ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), reforçando a importância da conscientização, da prevenção e do enfrentamento à violência contra a mulher.
A Amatra IX esteve presente e prestigiou a iniciativa, representada pela presidente, Sandra Cembraneli Correia, e pelo vice-presidente, Luciano Coelho.
O encontro, realizado no Plenário Pedro Ribeiro Tavares, reuniu magistradas, servidoras, terceirizadas e estagiárias do TRT-PR e promoveu uma reflexão necessária sobre as diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral — e sobre a importância de reconhecer situações de abuso, buscar ajuda e romper ciclos de violência.
A palestra também reforçou uma mensagem fundamental: nenhum comportamento, escolha ou circunstância da mulher justifica qualquer forma de violência.
Segundo a major, o principal desafio da prevenção é a conscientização das próprias vítimas de algum tipo de abuso ou desrespeito. A oficial disse que é preciso que a mulher se enxergue como vítima, que procure ajuda e que permaneça nesse caminho do autocuidado até conseguir se restabelecer e se reconstruir.
“Nós socorremos vítimas no seguinte sentido: nós estendemos a mão. Mas quem pode salvar a própria vida? Eu não tenho como arrancar a mulher do ambiente de violência se ela não quiser sair desse local, pelos mais variados motivos. Não estamos aqui para julgar ninguém, mas qualquer ação de qualquer órgão público só pode ser feita se a vítima se manifestar e caminhar junto conosco nessa atividade de socorrer e salvar vidas”, disse Carolina Pauleto Ferraz Zancan.
A policial lembrou que violência não é apenas a agressão física, mas também pode ser a ação que causa dano emocional (violência psicológica), a violência sexual, a violência contra o patrimônio (inclusive impedir o estudo), e a violência moral (fazer calúnia, difamação ou injúria).
“Veja que todo discurso pode reforçar a violência. Nós estamos aqui para proteger mulheres. Não importa se é uma dona de casa, se é workaholic, se é extrovertida, se ela usa roupas mais sensuais ou mais recatadas, nada disso importa. Nós estamos aqui para proteger mulheres e nada justifica a violência. Eu peço que os senhores e as senhoras parem de justificar a violência pelo comportamento da mulher. Graças a Deus vivemos em um país em que eu não justifico a violência que a mulher sofre por um comportamento que ela tenha por ser mulher”, concluiu.

A Amatra IX esteve presente e prestigiou a iniciativa, representada pela presidente, Sandra Cembraneli Correia, e pelo vice-presidente, Luciano Coelho, reafirmando o compromisso da entidade com ações de conscientização, proteção e promoção de uma sociedade livre de violência contra as mulheres.

💜 Informação, acolhimento e prevenção também são instrumentos de transformação.
Se você é vítima de violência, o tribunal dispõe de um canal de acolhimento e orientação para mulheres, fale com:
📞 (41) 3310-7117 – Coordenadoria de Saúde do TRT-PR e
Em caso de emergência, ligue:
📞 190 – Polícia Militar
📞 180 – Central da Mulher
📞 (41) 3221-2701 – Casa da Mulher Brasileira
Outras informações sobre a campanha do TRT-PR, AQUI.
Com informações da ASCOM TRT-PR