ARTIGO: Como se preparar para conduzir mediações por videoconferência

25 de maio de 2020 / 08:34

Por Fernando Hoffmann

ODR E MEDIAÇÃO POR VIDEOCONFERÊNCIA

A adequação do uso da ODR (Online Dispute Resolution) não é consenso entre os profissionais de mediação. Embora o termo ODR seja genérico demais, podendo contemplar métodos de resolução de disputas que vão da negociação até a judicialização, o seu uso normalmente está relacionado ao emprego das tecnologias de informação e comunicação ao processo de prevenção, gerenciamento e resolução de conflitos (leia mais sobre o assunto aqui).

Um dos recursos mais utilizados em ODR é a videoconferência na mediação de conflitos, fenômeno que cresceu exponencialmente com a expansão das medidas de combate à pandemia da Covid-19, naquilo que vem sendo considerado o “novo normal“.

Profissionais, empresas prestadoras de serviços e instituições do Brasil e de países como os Estados Unidos, que antes da pandemia não simpatizavam com o recurso à videoconferência para resolver conflitos, disputas e processos, hoje se veem compelidos a utilizá-la em suas mediações em função de necessidades que vão da sobrevivência e do posicionamento no mercado ao acesso à justiça.

Plataformas como GoToMeeting, Google Hangouts Meet, Skype, WebEx, Whereby e Zoom aumentaram as suas bases de usuários, entre os quais atualmente se encontram muitos profissionais da área de resolução de disputas, os quais se somam às dezenas de startups para oferecer serviços de resolução de conflitos à distância.

E-mediação, mediação online e mediação remota passam a ser alguns dos termos utilizados para se referir ao processo em que o mediador se utiliza de softwares e aplicativos de videoconferência para se conectar com as partes em conflito e seus representantes, muito embora se saiba que ODR é muito mais do que o uso de vídeo para viabilizar processos como a mediação.

Leia aqui o texto do artigo na íntegra.

Fernando Hoffmann é juiz federal do Trabalho, coordenador da Escola Judicial do TRT do Paraná e mestre em Resolução de Disputas pela Pepperdine University (EUA) e em Direito pela UFPR.